segunda-feira, 16 de abril de 2012

REVISTA PARAFINA #47


Está no ar! PARAFINAmag #47... Embarcamos com nossos amigos Eduardo Fleck Rosa e Samuel Berger numa viagem rumo a El Salvador, águas quentes, 320 kms de costa voltada para o Pacífico, muita cultura e MUITAS ONDAS (média de 300 dias de surf por ano)! Convidamos vcs também para conhecerem um pouco mais de um de nossos maiores surfistas de todos os tempos e agora músico Flávio "Teco" Padaratz, toda a versatilidade da arte do paulistano João Paulo Possos o JP, as fantásticas imagens do fotógrafo Leonardo Spencer e muito, MUITO MAIS! São 173 páginas recheadas do que há de melhor em cultura surf! Ah! Já ia esquecendo, na Saideira eu já começo com a seguinte pergunta "Será que Fernando Pessoa chegou a pegar onda?" Tá esperando o que? CORRE LÁ!! Revista Parafina.

SAIDEIRA - PARAFINAmag #46
OS TOLTECAS, O VERÃO E O PODER DA PALAVRA
por Mario “MaiNe” Moraes

“A palavra não é apenas um som ou um símbolo escrito. A palavra é força, é o poder que você possui de expressar-se, comunicar-se, de pensar e, portanto, de criar os eventos em sua vida.” Don Miguel Ruiz

A milhares de anos no sul do México, na antiga cidade das pirâmides, conhecida como Teothuacan, um grupo de cientistas e artistas formaram uma sociedade para explorar e conservar a sabedoria espiritual dos antigos. Com o tempo passaram a ser conhecidos como Toltecas. Seus ensinamentos chegaram pela primeira vez para o público através do escritor e antropólogo Carlos Castañeda em sua dissertação de mestrado lançada no Brasil com o título "A Erva do Diabo". A frase acima do médico e xamã mexicano Don Miguel Ruiz, descendente dos Toltecas, foi extraída do livro “Os quatro compromissos” (Editora Best Seller) uma verdadeira aula sobre ética, valores e escolhas. E foi a partir dele e da bronca de um amigo durante um desses finais de tarde de verão, com muito crowd e poucas ondas, que tive o start pra Saideira desse mês. A tal bronca rolou mais ou menos assim: Estávamos sentados lado a lado no outside, com o sol ainda rachando, marolas de meio metro e pelo menos outras vinte cabeças ao nosso redor, vendo aquela situação e depois de eu comentar que tinha voltado a escrever na ParafinaMag, ele se virou pra mim e disse: “- Tá vendo, você fica escrevendo essas suas colunas, fica botando pilha em todo mundo dizendo que surf é a melhor coisa do mundo, que não existe nada igual, que o mar anda cheio de gatas e olha só esse crowd!” Na hora levei apenas como uma provocação, até porque o havia rabeado numa onda anterior, mas depois, em casa, isso ficou batendo na minha cabeça, será que ele tem razão? Será que eu tenho alguma participação nisso? Realmente o crowd cresceu absurdamente nos últimos tempos, no verão então, boa parte dos picos ficam totalmente impraticáveis, exceção a alguns poucos e raros secrets guardados num segredo quase que mortal. Tá certo que o surf é um esporte democrático, que o Brasil tem milhares de praias, mas essa intensa e muitas vezes descaracterizada exploração que o surf vem sofrendo nos últimos anos, fez com que a cada temporada surgissem mais e mais surfistas, se é que podemos chamar alguns assim, pois muitos não estão nem ai com nossas lutas e valores defendidos durante todos esses anos. Na verdade, mostrar o que realmente é cultura surf e qual a postura dos surfistas de verdade nesse contexto, sempre foi um dos maiores motivos de eu escrever minhas colunas, uma vez que estou nesse meio desde o final dos anos 70 e já senti muito na pele o preconceito de que todo surfista era vagabundo e maconheiro, o que não é a minha realidade, muito pelo contrário, minha missão então foi sempre mostrar aqui como vejo, curto e principalmente vivo o nosso esporte, desde os aspectos históricos, até os fantásticos avanços tecnológicos dos últimos tempos, passando por arte, cultura, música e poesia, e sempre uma firme postura em prol da saúde, da ecologia e do surf como uma ferramenta para nos mantermos sempre com o espírito jovem, felizes e em paz. É isso ai! Pra finalizar, um pouco mais de Don Miguel Ruiz e a sabedoria dos Toltecas: “Para ser mestre da própria vida, precisamos prestar atenção em como nos movemos neste mundo. Precisamos estabelecer quatro simples e profundos compromissos com a ética: 1. Seja impecável com sua palavra (Fale com integridade. Diga realmente o que você quer expressar. Evite usar a palavra para falar contra si mesmo ou para fazer fofoca sobre os outros. Use o poder de sua palavra na direção da verdade e do amor.). 2. Não leve nada a nível pessoal. (Nada do que os outros fazem é por sua causa, nunca! O que os outros fazem e falam é a projeção da realidade deles, do sonho deles. Quando você é imune às opiniões e ações dos outros, você não será vítima de sofrimento desnecessário.). 3. Não faça suposições. (Encontre coragem para fazer perguntas e expresse verdadeiramente o que você quer. Comunique-se com os outros o mais claramente possível para evitar mal entendidos, tristezas, dramas. Seguindo apenas este compromisso, você pode mudar completamente a sua vida.). 4. Sempre faça o seu melhor. (Seu melhor vai mudar de momento a momento. Será diferente quando você estiver saudável de quando você estiver doente. Em qualquer circunstância, simplesmente dê o seu melhor, assim evitará ficar se julgando, abusando de si mesmo, evitará remorsos.).” Mahalo Don Miguel!

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segunda-feira, 19 de março de 2012

REVISTA PARAFINA #46


Mais uma Revista Parafina no ar e como sempre recheada (150 páginas) de muito surf, cultura e comportamento, 100% free. Nessa edição #46 vocês vão poder conferir um especial sobre Florianópolis, a Ilha da Magia e do Surf! Em textos de Alex Araújo, Martha Dias, Tarin Saltz e Fabrício Flores Nunes, e com fotos especiais do "viciado em Floripa" Rodrigo Amorim, fique sabendo de tudo sobre os melhores picos de surf da ilha, conheça o trabalho diferenciado da Campeche Surf School, descubra um dos melhores "hostels" do mundo e saiba um pouco mais sobre como ajudar a combater os problemas ambientais e estruturais que, infelizmente, assolam uma das mais importantes "surf-cities" do planeta. E como todos os meses, lá no final da revista, tem a minha Saideira, trazendo pra vcs os conselhos do médico e xamã mexicano (descendente dos Toltecas) Don Miguel Ruiz. Ficou curioso? Corre lá! É só clicar aqui: Revista Parafina.

SAIDEIRA - PARAFINAmag #45
A DIFÍCIL ARTE DE PROIBIR

por Mario “MaiNe” Moraes

Conta a história que nos Jogos Olímpicos da Antiguidade entre 700 a 200 a.C. os Sumérios, primeiro povo a habitar a região da Mesopotâmia, atual Iraque, já se utilizavam do ópio (pó constituído de narcóticos, hipnóticos e analgésicos) para supostamente melhorarem suas performances durante as competições. Há, também, relatos remotos dando conta do uso de cogumelos alucinógenos, haxixe e folhas de coca para essa mesma finalidade. Porém, somente muitos anos depois, em corridas ciclísticas realizadas na França e principalmente após a morte de um atleta inglês pelo uso de estimulantes em 1879, é que veio a tona os perigos do doping. Com o tempo novos casos apareceram, atletas utilizando anfetaminas em 1919, ocorrências envolvendo o uso de anabolizantes em 1935, mas somente em 1965 foi que a Federação Ciclística da Bélgica adotou a primeira iniciativa de controlar o doping, seguida dois anos depois pelo Comitê Olímpico Internacional, com a criação de sua Comissão Anti-Doping, a qual, nos Jogos do México em 1968 revelaria ao mundo que 33% de seus melhores atletas faziam uso de substâncias consideradas proibidas. Feito esse breve histórico, convido vocês para droparmos nossa Saideira, falando esse mês sobre a implantação dos exames anti-doping nas etapas do World Tour, sobre uma tal lista de "substâncias recreativas" e qual o possível reflexo disso tudo no mundo do surf. Vamos lá então! Recentemente, o atual vencedor do Pipe Masters 2011 e representante dos atletas junto a ASP (alem de Pai de um menino de 7 anos e uma menina de 2) o australiano Kieren Perrow, declarou após saber da política anti-doping da ASP, que "É um passo positivo para realçar o profissionalismo do surf competitivo e enviar uma grande mensagem para as crianças lá fora, que olham para nós como modelos". Essa declaração vai ao encontro de todos aqueles que levam o surf a sério e que já a muito reivindicam uma postura mais firme e clara da entidade maior do nosso esporte no que se refere às drogas. Porém, andei lendo essa regulamentação e a forma como "aparentemente" essa inovação será levada a efeito pelo Comitê de Regras e Disciplina da ASP (ARDC – Athlete Rules & Disciplinary Committe) me deixou preocupado. Explico, os artigos 2° e 6º do "ASP International Anti-Doping Policy" divulgado no último dia 12 de janeiro, determinam que as violações relativas ao uso de "substâncias recreativas" só serão comunicadas ao público, a critério dessa ARDC, a qual caberá também indicar até que colocações serão feitos os testes entre os primeiros colocados e principalmente, quantos e quais surfistas serão escolhidos para os exames aleatórios em cada evento. Corrijam-me se eu estiver errado, mas sendo esse comitê ARDC um grupo dentro da própria ASP, então serão eles mesmos que irão escolher quais atletas farão os testes? E o mais curioso, em casos positivos, os resultados poderão ou não ser divulgados ao público, também a critério desse tal ARDC? Quem sou eu pra duvidar, mas será que esses caras terão toda a isenção e autonomia necessárias dentro da ASP pra conduzir até o final um eventual processo de doping envolvendo algum dos grandes nomes do surf competitivo, os quais em sua maioria são patrocinados pelas gigantes do surfwear atuais patrocinadoras do tour e consequentemente da própria ASP? E não é só isso, a adoção "na íntegra" da tal lista de "substâncias recreativas" da WADA "World Anti-Doping Agency", da forma como está escrito, contempla entre outras substâncias a boa e velha cervejinha (álcool), companheira constante em todas as confraternizações e comemorações tanto de brasileiros, como australianos, havaianos, etc. e cuja qual o Código Mundial Anti-Doping disciplina que sua proibição deve ocorrer apenas em dias de competição e somente em duas modalidades olímpicas, no pentatlo moderno (na prova de tiro desportivo) e no arco e flecha, ou seja, será que é esse mesmo o entendimento da ASP? Será que agora pra serem considerados aptos para as competições os surfistas terão que abrir mão de tomar umas geladas pra relaxar nos day off's, ou mesmo numa confraternização entre amigos comemorando uma vitória na bateria? Entendo que a proibição de drogas ilícitas ou de bebidas alcoólicas para atletas abaixo da idade permitida por lei é uma atitude correta em qualquer tipo de esporte, porém, no caso de adultos e sendo o álcool uma droga lícita e totalmente prejudicial a qualquer tipo de performance, não dá pra entender esse tipo de rigor, a não ser que a ideia seja gerar polêmica, o que não ajudaria o surf em absolutamente nada? Prefiro acreditar que essas questões ainda serão melhor analisadas e com o tempo devidamente regulamentadas. Anti-doping é um assunto extremamente sério e da mesma forma que será importantíssimo pra melhorar a imagem do surf perante o grande público, poderá, se for usado sem o devido critério e sensibilidade, acabar com a carreira de grandes atletas. Juro que não queria estar na pele desses caras! E como não estou, vou lá na geladeira pegar uma cerveja e esperar pra ver como serão as coisas nos próximos dias na Austrália. Cheers!!

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segunda-feira, 5 de março de 2012

MaiNeLanD MonDaY MorNinG #017

Foto: Beto Paes leme - Surfista: Fernanda Daichtman - Local: Praia do Pepino/RJ

Texto encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.


Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.

Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas.

Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm sua história.

Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito.

Se você se comparar a outros, pode tornar-se vaidoso e amargo; porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.

Desfrute suas conquistas assim como seus planos.

Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.

Exercite a cautela nos negócios; porque o mundo é cheio de artifícios.

Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais; e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.

Seja você mesmo.

Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor; porque em face de toda aridez e desencantamento ele é perene como a grama.

Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.

Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários.

Muitos medos nascem da fadiga e da solidão.

Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo.

Você é filho do Universo, não menos que as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui.

E, quer seja claro ou não para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria.

Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebê-lo e seja qual for a sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com a sua alma.

Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso.

Esteja atento! Empenhe-se em ser feliz!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

REVISTA PARAFINA #45


Está no ar a nova edição da Revista Parafina, Surf, Cultura, Esportes e Comportamento, 100% Free. Na "Saideira" desse mês, resolvi falar sobre um tema "polêmico" o anti-doping e seus reflexos no mundo do surf. Deu curiosidade? Corre lá que têm muita coisa boa pra ler e ver na Revista Parafina! E é Free!!

Quer ficar mais um pouco e ler o que eu escrevi no mês passado:

SAIDEIRA - PARAFINAmag #44
BLUE "SURFING" CHIPS 2012

por Mario “MaiNe” Moraes

Em 1999, época em que Medina tinha apenas 5 anos, Mineirinho com 12 ganhava seus primeiros títulos de Campeão Paulista Estreante e Iniciante e Slater já com 6 títulos Mundiais abandonava o Tour por achar que a competição estava sem graça, começava aqui no Brasil a implantação de um sistema chamado "Home Broker" cujo discurso de lançamento era facilitar o acesso de pessoas normais ao até então inacessível e misterioso "Mercado de Capitais". Porém, essa história não foi tão simples assim, a coisa veio funcionar mesmo só em meados de 2008 e mesmo assim, para entrar nesse jogo, além do computador, essas pessoas "normais" precisavam ter dinheiro sobrando, ou seja, uma realidade muito distante da grande maioria dos cidadãos "normais" brasileiros. Mesmo assim, acho que muitos de vocês já devem ter visto esse "brinquedinho" funcionando, só que sem se ligar do que se tratava, tipo no computador do chefe, ou daquele amigo, digamos, mais abonado, ou até na fila do banco, numa dessas salinhas que criaram só pra isso, é quase como um vídeo game, fica aparecendo no monitor um monte de gráficos, siglas e números, que pra leigos como eu não dá pra entender absolutamente nada, pois é, você nunca ouviu falar desse troço e não tá entendendo nada, fica tranquilo, relaxa, isso foi apenas uma introdução, afinal, como vocês podem ver ao final da coluna, após o meu nome está escrito "colunista para assuntos variados" e assim o sendo procuro sempre trazer aqui temas diferentes e com o desenrolar do texto vou fazendo uma conexão com aquilo que mais gostamos, ou seja, o bom e velho surf. Assim, feita essa explicação, gostaria de pedir permissão pra sentar ao lado de vocês no outside virtual da ParafinaMag, voltando para mais uma temporada nas salgadas páginas da "Nossa Revista"! Aloha Crew! I'm Back! Agora, voltando só mais um pouquinho ao mundo das ações. Existe um termo muito utilizado nesse tal de “Mercado” que são as "Blue Chips" traduzindo ao pé da letra seriam "Fichas Azuis" isso porque a origem dessa expressão veio dos cassinos, das mesas de pôquer, onde as "Fichas Azuis" são as mais valiosas e por analogia esse termo acabou sendo empregado para designar ações de empresas bem estabelecidas, de grande porte, com comprovada lucratividade e boa situação econômica. Assim, podemos traduzir "Blue Chips" como "Ações de Primeira Linha" por isso as mais procuradas e com mais negócios realizados diariamente. E ai você meu amigo leitor me pergunta: - Mas o que isso tudo tem a ver com surf? E eu respondo: - Por enquanto nada, mas... Como essa é a primeira edição de 2012, momento em que costumamos fazer algumas projeções para o ano que está começando, resolvi escrever aqui minha lista das "Blue Surfing Chips 2012", ou seja, o que eu acredito que irá se consolidar como "Primeira Linha" no universo do surf durante esse ano. Quer arriscar seus palpites também? Pega um papel, faça sua lista e em dezembro a gente confere! Vamos lá então, começando pelo surf competição: onde acredito que a grande "barbada" do ano atende pelo nome Gabriel Medina, mas para variar o "portfólio" colocaria também uma boa quantidade de fichas em Slater, Taj, Owen, Jordy e com toda certeza Adriano! Como "zebras", se é que da pra chama-los assim, meus palpites são Alejo, Wilson, John Florence, Pupo e o estreante Kolohe. Já no mundo do freesurf: enquanto Dane Reynolds não se decide, o negócio é apostar em Stephan "Fun" Figueiredo, Marcos "Sifu" Menezes e Dave “Rasta” Rastovich que com certeza seu investimento terá um retorno garantido. Agora, quem ainda não navegou nesses mares e quer arriscar um pouco mais, vale a pena entrar nos YouTubes ou Vimeos da vida e fazer uma busca por Craig Anderson, Ozzie Wright, Chippa Wilson, Hugues Oyarzabal, Ry Craike, entre outros, que vocês irão encontrar imagens incríveis. No segmento big waves: quem chegou com tudo foi Felipe "Gordo" Cesarano e o que não lhe falta é coragem e vontade de buscar seu espaço nesse terreno de monstros como Garrett McNamara, Carlos Burle, Greg Long, Jamie Sterling, Danilo Couto e tantos outros que desde já peço desculpas por não citar aqui, porém, não seria justo fechar essa lista sem lembrar a nossa musa "big rider" Maya Gabeira e falando "nelas" no surf feminino me arrisco a dizer que Carissa Moore causará para as mulheres o mesmo impacto que Slater no masculino, ou seja, irá ocupar o primeiro lugar durante muitos e muitos anos. Como coadjuvantes eu apostaria ainda no enorme talento de Stephanie Gilmore, na brasileiríssima Silvana Lima e na excelente rookie Tyler Wright. Pra finalizar, saindo das pessoas, vamos mergulhar um pouco na indústria do surf: onde acredito que cada vez mais teremos peças confeccionadas em tecidos com stretch, com secagem rápida e principalmente feitos a partir de fibras de materiais ecologicamente corretos como garrafas PET, bambu e algodão orgânico. Seguindo nessa mesma pegada, será cada vez maior a substituição da resina de poliéster pela resina epóxi, das parafinas atuais cuja base é o petróleo pelas produzidas com cera de abelhas, carnaúba e outras matérias primas naturais e biodegradáveis, bem como uma adaptação gradativa de todos os produtos que hoje são manufaturados utilizando plásticos, borrachas, neoprenes e demais derivados de origem petroquímica, por equivalentes criados a partir de outras fontes como o amido termoplástico extraído de plantas como o milho, o arroz e a mandioca, o neoprene ecológico à base de carvão de bambu transformado em pó através de nanotecnologia e tantas outras opções que felizmente estão surgindo, para combater os reflexos devastadores do dominante “capitalismo selvagem” que assola o nosso planeta. Na minha visão, a indústria do surf tende a caminhar para esse lado ecologicamente correto, não só por conta da preocupação com o futuro do planeta, mas também para evitar a enorme onda de pirataria que ocorre em torno das grandes marcas, afinal, foi-se o tempo em que os empresários de surfwear tinham como um de seus objetivos apoiar o crescimento do esporte e consequentemente a cultura surf. Atualmente e infelizmente, eles não estão nem ai para esses aspectos, até por isso desse mercado estar cada dia mais sem identidade, perdendo suas origens e valores. Mas isso é papo pra outro dia, façam suas apostas, continuem ajudando a preservar o futuro do planeta, Keep Surfing, Mahalo, Paz!

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ENFIM CHEGOU O VERÃO!


Enfim Ubatuba, enfim o mar, o sol, areia, essa fantástica mata atlântica, quanto que eu esperei por esse verão e que ano foi esse de 2011, quantas lições, quanto amadureci, quando cresci e seguindo na rima, quanto sofri! Pois é, graças a Deus agora estou em paz, junto da natureza e da minha família que tanto amo! Agora é relaxar, recarregar as energias, surfar com minha prancha nova ao lado do meu irmão e junto com meu filho, comer peixes que foram pescados de manhã, beber água dos coqueiros do quintal e de sobremesa, saborosas frutas colhidas na hora, no pé. Deitar na rede acompanhado de um bom livro, fazer uma preguiçosa "siesta" e depois curtir o final de tarde dando umas braçadas com o sol se pondo de um lado e as primeiras estrelas aparecendo no céu do outro. À noite, depois de tirar a água salgada vendo a lua acordar do chuveiro do quintal, comer a deliciosa "comidinha da mamãe" e embalar o sono do meu filho contando-lhe histórias muitas vezes criadas na hora e de improviso, tomar umas geladas noite adentro jogando conversa fora na varanda, dando risadas com as piadas do meu irmão, escutando os "causos" do meu pai e aos poucos ir relaxando até o sono chegar e no dia seguinte fazer tudo outra vez. É esse o meu desejo de natal e é isso que eu quero desejar a todos vocês, cada um ao seu jeito, mas que possamos todos passar um final de ano com muita paz, muita saúde, nesse gostoso clima de férias e de verão, curtindo junto dos nossos o lado bom da vida, dias felizes, inesquecíveis e que ficarão guardados para sempre em nossas memórias e corações! Até 2012!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

REVISTA PARAFINA #43


Demorou mas chegou! No ar, PARAFINAmag #43!! Nosso amigo e correspondente Cedric e sua "Barros Surf Famille" mandam suas primeiras impressões do inverno Hawaiano... Contamos um pouco da história de uma lenda chamada "Pepê Lopes"... Em parceria com o Shaper Kaneca, vamos dar de Natal um Stand Up "HeroWave" para um de nossos leitores... Convidamos vcs para curtirem o som da MARAVILHOSA cantora e compositora Aline Duran e provarem a DELICIOSA "Cozinha de Raiz" debaixo de uma jaqueira no quintal da Chef Renata Vanzetto do restaurante Marakuthai em Ilha Bela... E ainda tem muito, MUITO mais na ParafinaMag de dezembro! CORRE LÁ!! www.PARAFINAmag.com.br

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MonDaY MorNinG #EsPeCiaLNaTaL2k11


Na fila do supermercado o caixa diz para uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico prejudicavam o meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa preocupação no meu tempo.”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente."
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 110 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Os livros escolares eram sempre reutilizados pelos alunos nos anos seguintes, poupando as árvores e as famílias com gastos exorbitantes com livros absurdamente caros graças às máfias das editoras...
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou envelopes de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da torneira ou da fonte quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Pra finalizar e resumindo "a moral da história", acho ridículo, além de um enorme desrespeito, esse discursinho por parte de alguns moleques que se dizem tão engajados com a preservação do meio ambiente.
Feliz Natal pra todos, vamos respeitar os mais velhos e olhar para o próprio umbigo antes de querer falar dos outros, principalmente de todo uma outra geração MUITO mais ecológica que a nossa!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CAMERASURF DE CARA NOVA

O portal foi redesenhado para melhor atender os mais de 80 mil visitantes que mensalmente acessam http://camerasurf.com.br
O http://camerasurf.com.br está de cara nova. O portal foi redesenhado e lançado no dia 25 de novembro para melhor atender os mais de 80 mil visitantes que mensalmente acessam os serviços de boletim de ondas, além de informações sobre o universo do surfe no Brasil e no mundo.
No ar desde 1996, o site http://camerasurf.com.br é pioneiro na internet brasileira. Tudo começou com o serviço diário de boletim das ondas em 1991 - informativo Disk Surf Repórter 0900 via telefone - Agora o site se renova e organiza melhor as informações de modo a atender mais eficientemente praticantes e admiradores do surfe no Brasil.
As mudanças no portal começam por sua nova identidade visual. A marca rejuvenesceu e se atualizou para comunicar modernidade, tecnologia e inovação.
Os 49 surf repórteres registram diariamente o que acontece nas principais praias do litoral brasileiro. O novo boletim das ondas exibe fotos, vídeos, câmeras ao vivo, condição das estradas, mapas, gráficos, análises e previsão de clima, vento e marés. O serviço, já conhecido e utilizado por surfistas de todo o país, é a melhor opção para escolher um bom destino antes de pegar a estrada.
O http://camerasurf.com.br conta com mais de 3,7 mil notícias armazenadas em seu banco de dados. Informações sobre modalidades, categorias, competições, cultura e mercado desse esporte que se tornou uma paixão nacional.
No novo portal Camerasurf também é possível acessar os canais de fotos e vídeos com a cobertura das principais competições, gatas, tendências, comportamento, além da Revista Parafina, publicação digital mensal, com matérias sobre tudo o que há de mais moderno no mundo dos ‘board sports’ e cultura surf, promovendo o trabalho de artistas, fotógrafos, shapers e músicos.
Para a equipe do http://camerasurf.com.br foi um imenso prazer trabalhar nesse novo projeto. Esperamos que o nosso público aproveite e contribua para que possamos melhorar cada vez mais o portal e os serviços por ele prestado.

Tomas Lhullier Burguete

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MaiNeLanD MonDaY MorNinG #016



"Mulher que escolhe homem pelo bolso, não pode reclamar quando é tratada como mercadoria e homem que escolhe a mulher pela bunda, não pode reclamar quando tem um relacionamento de merda!"


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

REVISTA PARAFINA #42


Está no ar! PARAFINAmag #42... Embarcamos numa viagem de 2 anos começando pelo "Velho Continente" na companhia do nosso amigo e correspondente Cedric e sua "Barros Surf Famille"... Convidamos vcs para curtirem o "Acoustic Hip Hop Sensation" do cantor inglês Samuel J. um dos mais talentosos e promissores músicos/vocalistas da atualidade, que fará o seu terceiro SUMMER TOUR no Brasil agora em 2011/2012... Apresentamos um Profile alucinante com o empresário, surfista, kneeboarder e excelente fotógrafo Steen Barnes... Tudo isso e muito mais! Tá esperando o que? CORRE LÁ!! www.PARAFINAmag.com.br

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONSTRUÇÃO DE UM MITO

No último domingo 06/11, o norte-americano Kelly Slater conquistou o histórico e inédito 11º título mundial do World Tour nas geladas e desafiadoras águas de Ocean Beach, São Francisco, Califórnia (EUA).
Slater, 39, é o primeiro surfista a alcançar esta façanha. Em duas décadas de uma carreira surpreendente, ele dominou o cenário das competições, sendo o mais jovem e o mais velho atleta a ganhar títulos mundiais pela ASP (Associatio of Surfing Professionals).
Na primeira vez que compete em São Francisco, Slater assegurou o título depois de passar pelos brasileiros Gabriel Medina e Miguel Pupo no quarto round. Apesar de faltar no evento da África do Sul em julho, o norte-americano teve uma trajetória impressionante em 2011.
Kelly conquistou três vitórias (Gold Coast, Teahupoo e Trestles) e também dois vice-campeonatos (Nova Iorque e Peniche). Desempenho que ele atribui, em parte, ao alívio de ter conquistado seu décimo título na temporada passada.
"O décimo título mundial parecia mais difícil. Na verdade, senti como se tivesse sido uma jornada de 20 anos para chegar ao décimo título”, comenta.
Kelly venceu os mundiais anteriores nos anos de 1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008 e 2010. Sua carreira também inclui 48 vitórias no circuito da elite e duas medalhas de ouro nos ESPN X-Games.
Biografia Kelly Slater dominou o cenário do surf há duas décadas, faturando onze títulos do ASP World Tour, 48 vitórias no grupo de elite, um título do Quiksilver Eddie Aikau (2002), duas medalhas de ouro no ESPN X-Games, 14 prêmios como melhor surfista no Poll Awards, o prêmio Laureus World Action Sportsman of the Year Award e inclusão de seu nome no Hall da Fama do Surf.
Ele também recebeu elogios do U.S. House of Representatives com unanimidade dos dois partidos norte-americanos, reconhecido em maio de 2010 por seu excelente desempenho, sem precedentes no universo do surf, e por ser um embaixador do esporte e exemplo de vida.
Aos 39 anos, Kelly também é considerado por muitos especialistas como um dos melhores atletas competitivos de todos os tempos, tendo sido o campeão mundial mais jovem e mais velho em um esporte, com um altíssimo aproveitamento nas competições. E o progresso de sua carreira e sua conduta continua a mudar a forma como as pessoas vêem o surf.
Seu profissionalismo, junto ao seu trabalho filantrópico, personalidade e estilo de vida redefiniram o arquétipo de um surfista. Ele está empenhado em proteger os oceanos do mundo e sua fauna e flora marinha, usando sua influência e status para educar o público sobre questões ambientais importantes.
A Fundação Kelly Slater aumenta a sensibilização e apoio financeiro para instituições de caridade social e ambientalmente consciente, além de realizar eventos para angariar fundos e obtenção de doações de grandes corporações e doadores individuais.

KAROL LOPES - Assessoria de Imprensa Quiksilver Brasil - karol@quiksilver.com.br

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MaiNeLanD MonDaY MorNinG #014



Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. A pessoa que não corre nenhum risco não faz nada, não tem nada e não é nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada... Não amam... não vivem... Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. SEJAMOS LIVRES!!!.

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