Está no ar! PARAFINAmag #47... Embarcamos com nossos amigos Eduardo Fleck Rosa e Samuel Berger numa viagem rumo a El Salvador, águas quentes, 320 kms de costa voltada para o Pacífico, muita cultura e MUITAS ONDAS (média de 300 dias de surf por ano)! Convidamos vcs também para conhecerem um pouco mais de um de nossos maiores surfistas de todos os tempos e agora músico Flávio "Teco" Padaratz, toda a versatilidade da arte do paulistano João Paulo Possos o JP, as fantásticas imagens do fotógrafo Leonardo Spencer e muito, MUITO MAIS! São 173 páginas recheadas do que há de melhor em cultura surf! Ah! Já ia esquecendo, na Saideira eu já começo com a seguinte pergunta "Será que Fernando Pessoa chegou a pegar onda?" Tá esperando o que? CORRE LÁ!! Revista Parafina.
SAIDEIRA - PARAFINAmag #46
por Mario “MaiNe” Moraes
“A palavra não é apenas um som ou um símbolo escrito. A palavra é força, é o poder que você possui de expressar-se, comunicar-se, de pensar e, portanto, de criar os eventos em sua vida.” Don Miguel Ruiz
A milhares de anos no sul do México, na antiga cidade das pirâmides, conhecida como Teothuacan, um grupo de cientistas e artistas formaram uma sociedade para explorar e conservar a sabedoria espiritual dos antigos. Com o tempo passaram a ser conhecidos como Toltecas. Seus ensinamentos chegaram pela primeira vez para o público através do escritor e antropólogo Carlos Castañeda em sua dissertação de mestrado lançada no Brasil com o título "A Erva do Diabo". A frase acima do médico e xamã mexicano Don Miguel Ruiz, descendente dos Toltecas, foi extraída do livro “Os quatro compromissos” (Editora Best Seller) uma verdadeira aula sobre ética, valores e escolhas. E foi a partir dele e da bronca de um amigo durante um desses finais de tarde de verão, com muito crowd e poucas ondas, que tive o start pra Saideira desse mês. A tal bronca rolou mais ou menos assim: Estávamos sentados lado a lado no outside, com o sol ainda rachando, marolas de meio metro e pelo menos outras vinte cabeças ao nosso redor, vendo aquela situação e depois de eu comentar que tinha voltado a escrever na ParafinaMag, ele se virou pra mim e disse: “- Tá vendo, você fica escrevendo essas suas colunas, fica botando pilha em todo mundo dizendo que surf é a melhor coisa do mundo, que não existe nada igual, que o mar anda cheio de gatas e olha só esse crowd!” Na hora levei apenas como uma provocação, até porque o havia rabeado numa onda anterior, mas depois, em casa, isso ficou batendo na minha cabeça, será que ele tem razão? Será que eu tenho alguma participação nisso? Realmente o crowd cresceu absurdamente nos últimos tempos, no verão então, boa parte dos picos ficam totalmente impraticáveis, exceção a alguns poucos e raros secrets guardados num segredo quase que mortal. Tá certo que o surf é um esporte democrático, que o Brasil tem milhares de praias, mas essa intensa e muitas vezes descaracterizada exploração que o surf vem sofrendo nos últimos anos, fez com que a cada temporada surgissem mais e mais surfistas, se é que podemos chamar alguns assim, pois muitos não estão nem ai com nossas lutas e valores defendidos durante todos esses anos. Na verdade, mostrar o que realmente é cultura surf e qual a postura dos surfistas de verdade nesse contexto, sempre foi um dos maiores motivos de eu escrever minhas colunas, uma vez que estou nesse meio desde o final dos anos 70 e já senti muito na pele o preconceito de que todo surfista era vagabundo e maconheiro, o que não é a minha realidade, muito pelo contrário, minha missão então foi sempre mostrar aqui como vejo, curto e principalmente vivo o nosso esporte, desde os aspectos históricos, até os fantásticos avanços tecnológicos dos últimos tempos, passando por arte, cultura, música e poesia, e sempre uma firme postura em prol da saúde, da ecologia e do surf como uma ferramenta para nos mantermos sempre com o espírito jovem, felizes e em paz. É isso ai! Pra finalizar, um pouco mais de Don Miguel Ruiz e a sabedoria dos Toltecas: “Para ser mestre da própria vida, precisamos prestar atenção em como nos movemos neste mundo. Precisamos estabelecer quatro simples e profundos compromissos com a ética: 1. Seja impecável com sua palavra (Fale com integridade. Diga realmente o que você quer expressar. Evite usar a palavra para falar contra si mesmo ou para fazer fofoca sobre os outros. Use o poder de sua palavra na direção da verdade e do amor.). 2. Não leve nada a nível pessoal. (Nada do que os outros fazem é por sua causa, nunca! O que os outros fazem e falam é a projeção da realidade deles, do sonho deles. Quando você é imune às opiniões e ações dos outros, você não será vítima de sofrimento desnecessário.). 3. Não faça suposições. (Encontre coragem para fazer perguntas e expresse verdadeiramente o que você quer. Comunique-se com os outros o mais claramente possível para evitar mal entendidos, tristezas, dramas. Seguindo apenas este compromisso, você pode mudar completamente a sua vida.). 4. Sempre faça o seu melhor. (Seu melhor vai mudar de momento a momento. Será diferente quando você estiver saudável de quando você estiver doente. Em qualquer circunstância, simplesmente dê o seu melhor, assim evitará ficar se julgando, abusando de si mesmo, evitará remorsos.).” Mahalo Don Miguel!
A milhares de anos no sul do México, na antiga cidade das pirâmides, conhecida como Teothuacan, um grupo de cientistas e artistas formaram uma sociedade para explorar e conservar a sabedoria espiritual dos antigos. Com o tempo passaram a ser conhecidos como Toltecas. Seus ensinamentos chegaram pela primeira vez para o público através do escritor e antropólogo Carlos Castañeda em sua dissertação de mestrado lançada no Brasil com o título "A Erva do Diabo". A frase acima do médico e xamã mexicano Don Miguel Ruiz, descendente dos Toltecas, foi extraída do livro “Os quatro compromissos” (Editora Best Seller) uma verdadeira aula sobre ética, valores e escolhas. E foi a partir dele e da bronca de um amigo durante um desses finais de tarde de verão, com muito crowd e poucas ondas, que tive o start pra Saideira desse mês. A tal bronca rolou mais ou menos assim: Estávamos sentados lado a lado no outside, com o sol ainda rachando, marolas de meio metro e pelo menos outras vinte cabeças ao nosso redor, vendo aquela situação e depois de eu comentar que tinha voltado a escrever na ParafinaMag, ele se virou pra mim e disse: “- Tá vendo, você fica escrevendo essas suas colunas, fica botando pilha em todo mundo dizendo que surf é a melhor coisa do mundo, que não existe nada igual, que o mar anda cheio de gatas e olha só esse crowd!” Na hora levei apenas como uma provocação, até porque o havia rabeado numa onda anterior, mas depois, em casa, isso ficou batendo na minha cabeça, será que ele tem razão? Será que eu tenho alguma participação nisso? Realmente o crowd cresceu absurdamente nos últimos tempos, no verão então, boa parte dos picos ficam totalmente impraticáveis, exceção a alguns poucos e raros secrets guardados num segredo quase que mortal. Tá certo que o surf é um esporte democrático, que o Brasil tem milhares de praias, mas essa intensa e muitas vezes descaracterizada exploração que o surf vem sofrendo nos últimos anos, fez com que a cada temporada surgissem mais e mais surfistas, se é que podemos chamar alguns assim, pois muitos não estão nem ai com nossas lutas e valores defendidos durante todos esses anos. Na verdade, mostrar o que realmente é cultura surf e qual a postura dos surfistas de verdade nesse contexto, sempre foi um dos maiores motivos de eu escrever minhas colunas, uma vez que estou nesse meio desde o final dos anos 70 e já senti muito na pele o preconceito de que todo surfista era vagabundo e maconheiro, o que não é a minha realidade, muito pelo contrário, minha missão então foi sempre mostrar aqui como vejo, curto e principalmente vivo o nosso esporte, desde os aspectos históricos, até os fantásticos avanços tecnológicos dos últimos tempos, passando por arte, cultura, música e poesia, e sempre uma firme postura em prol da saúde, da ecologia e do surf como uma ferramenta para nos mantermos sempre com o espírito jovem, felizes e em paz. É isso ai! Pra finalizar, um pouco mais de Don Miguel Ruiz e a sabedoria dos Toltecas: “Para ser mestre da própria vida, precisamos prestar atenção em como nos movemos neste mundo. Precisamos estabelecer quatro simples e profundos compromissos com a ética: 1. Seja impecável com sua palavra (Fale com integridade. Diga realmente o que você quer expressar. Evite usar a palavra para falar contra si mesmo ou para fazer fofoca sobre os outros. Use o poder de sua palavra na direção da verdade e do amor.). 2. Não leve nada a nível pessoal. (Nada do que os outros fazem é por sua causa, nunca! O que os outros fazem e falam é a projeção da realidade deles, do sonho deles. Quando você é imune às opiniões e ações dos outros, você não será vítima de sofrimento desnecessário.). 3. Não faça suposições. (Encontre coragem para fazer perguntas e expresse verdadeiramente o que você quer. Comunique-se com os outros o mais claramente possível para evitar mal entendidos, tristezas, dramas. Seguindo apenas este compromisso, você pode mudar completamente a sua vida.). 4. Sempre faça o seu melhor. (Seu melhor vai mudar de momento a momento. Será diferente quando você estiver saudável de quando você estiver doente. Em qualquer circunstância, simplesmente dê o seu melhor, assim evitará ficar se julgando, abusando de si mesmo, evitará remorsos.).” Mahalo Don Miguel!
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